Como deverão ser às peregrinações à Terra Santa depois da pandemia de coronavírus? Os peregrinos poderão passear pelas ruas por onde passou Jesus?

Segundo o Comissário Geral da Terra Santa, frei Sergio Galdi D’Aragona, OFM, as peregrinações à Terra Santa terão de mudar depois do término da pandemia. “nada será como antes; será sem multidões, apenas pequenos grupos. As visitas dentro dos santuários e basílicas também serão reorganizadas”.

Portanto, depois do término da pandemia as peregrinações à Terra Santa não serão as mesmas. Na verdade, nem lá nem em qualquer outro destino de turismo religioso.

As férreas regras do distanciamento social, as normas para evitar aglomerações e as corretas recomendações para o saneamento dos lugares abertos ao público, estão determinando uma drástica e rápida reorganização da acolhida, nestes dias de quarentena.

O futuro com pequenos grupos

Santo Sepulcro, na Terra Santa - Wikimedia
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Santo Sepulcro, na Terra Santa

No futuro próximo, as grandes multidões e as celebrações lotadas que eram comuns nas peregrinações na Terra Santa serão substituídas por pequenos grupos de peregrinos que não poderão se encontrar entre eles.

Precisamos reorganizar de modo totalmente diferente as visitas nos espaços internos dos nossos lugares santos. Temos basílicas, santuários, muito espaçosos nos quais poderemos receber grupos de até 70 pessoas”, confirma o Comissário Geral da Terra Santa.

Ao falar sobre Nazaré, Getsêmani e o Monte Tabor, frei Sérgio recorda que até alguns meses atrás esses eram locais que ficavam literalmente lotados.

É claro que agora todos nós temos que conceber um estilo de vida diferente também nas viagens, pelo menos até que seja encontrada uma vacina”.

Conexões também mudarão

frei Sergio Galdi D’Aragona
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frei Sergio Galdi D’Aragona

Também as ligações entre a Terra Santa e o resto do mundo poderão ser modificadas. Para deslocar pequenos grupos, que necessariamente serão mais numerosos, os voos deverão ser multiplicados, mantendo um alto nível de segurança.

Uma dificuldade muito grande e da qual frei Galdi D’Aragona tem consciência a ponto de entender que será preciso alguma persuasão junto às autoridades.

A Terra Santa tem uma vocação universal. Jerusalém é o coração da cristandade além de ser a cidade santa para as outras religiões monoteístas. O olhar de todos os crentes está dirigido à Jerusalém. Portanto, faremos de tudo como religiosos da Custódia da Terra Santa para que todos possam fazer sua ‘peregrinação da vida”, explica.

Em 2019 o recorde de peregrinos

A pandemia, inesperada e explosiva, bloqueou completamente a tendência de presenças em contínuo aumento. Em 2019, segundo os dados do Centro de Informações Cristãs, os peregrinos cristãos na Terra Santa foram 630 mil.

Tínhamos reservas até o Natal deste ano, mas o vírus bloqueou tudo. Agora temos nos reinventar”, lamenta frei Galdi D’Aragona.

 

Fonte: Vatican News, Christian Media Center