Prezado Sr Redator,

Bom Dia

Fui vitima no periodo entre 17 à 20.07.2014 quando almoçando em um restaurante ao lado da Basílica Matriz onde propagava o valor de R$14.00 no sistema self serviçe, porém as bebidas como refrigerantes no valor de R$6.00 reais em garrafa com 290ml.

Está um absurdo os preços cobrados por alguns comerciantes da cidade e até do CAR (Centro de Atendimento aos Romeiros).

Grato pela publicação,

Carlos Triunfo

Separador Correio do Leitor - dúvidas sobre turismo religioso
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Olá, Carlos.

Obrigado pelo seu comentário e por ler a Viagens de Fé.

Seu testemunho e a ação da Secretária de Turismo de Aparecida mostram que, infelizmente, há empresários que continuam abusando dos fiéis que visitam destinos religiosos como Aparecida.

A prática de oferecer refeições self-service ou rodízio por preço fixo, cobrando acima da média do mercado pelas bebidas e sobremesas, é uma prática disseminada pelo país, mas cobrar R$6,00 por um refrigerante em garrafa de 290ml. quando o cobrado pela refeição inteira é R$14,00 já é demais.

Infelizmente, há comerciantes que se aproveitam do fato de a maioria absoluta dos fiéis não morarem na cidade e não terem tempo, condições ou informações para formalizarem reclamações para cometer abusos.

O seu caso é um entre muitos, inclusive mais graves, envolvendo hotéis, restaurantes, lojas, bares e motoristas de táxi.

Isso não é exclusividade de Aparecida. Acontece em destinos religiosos mundo afora.

Essas pessoas sabem que o fiel ficará pouco tempo na cidade, vai ter pouco tempo para formalizar uma reclamação e apostam na probabilidade dele ficar envergonhado em admitir que foi enganado.

O que esses comerciantes esquecem é que os fiéis e romeiros costumam voltar e que viajam em grupo, então a avaliação negativa vai se espalhar e um número maior de consumidores vai passar a evitar o estabelecimento.

Se esquecem também de que o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente de seus direitos.

Não só está deixando de consumir onde se sente mal tratado ou enganado como ainda está formalizando reclamações junto aos postos das Secretarias de Turismo, PROCONs e até Delegacias de Polícia.

Pelo seu lado, na maioria das vezes, as autoridades fecham os olhos.

Afinal, dizem muitas, romeiro não é contribuinte, se esquecendo que é o dinheiro dos romeiros que infla o ISS dessas cidades, gera empregos e sustenta esses mesmos “contribuintes”.

Felizmente, também há muitos comerciantes sérios e que respeitam o consumidor, mesmo sabendo que ele só está na cidade rapidamente, e as autoridades de alguns destinos de turismo religioso (como é o caso de Aparecida) estão se conscientizando de que respeitar os direitos dos turistas é importante para que ele retorne.

Abraços e que Deus o abençoe.

Amadeu